Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

Reflexos

Distante eu vejo os olhos
De alguém que se perdeu
No espelho eu vejo os olhos
De alguém que não esqueceu
E se um dia for embora tudo que vc sonhou?
E se um dia eu for alguém que não te dê atenção?
Já não brilhará o sol que esteve ali em suas mãos
Tudo vai ficar do jeito que está, ou talvez não
E se eu fosse o primeiro a prever
Meu livre arbítrio livremente negar
O gosto do medo eu iria esquecer
Pelo bobo desejo de não chorar
E se eu pudesse mudar o que fiz
Será que hoje eu seria melhor
Será que hoje eu seria feliz
Se ainda há labirintos ao meu redor
1 sobre seis Bilhões parte II old version
E se um dia for embora tudo que vc sonhou?
Tudo vai ficar do jeito que está, ou talvez não
O labirinto se ergue bem em frente a você
E nem sempre isso é bom
E aí como vai ser?
Tudo está ao alcance do braço
O abstrato é a moeda corrente
E só as rugas contam a história do nada
A vida é louca
Esse é o resultado
Abençoado ou condenado
Vc chegou até aqui
E é apenas assim
1 sobre seis bilhões

Distante eu vejo os olhos

De alguém que se perdeu

No espelho eu vejo os olhos

De alguém que não esqueceu

E se um dia for embora tudo que vc sonhou?

E se um dia eu for alguém que não te dê atenção?

Já não brilhará o sol que esteve ali em suas mãos

Tudo vai ficar do jeito que está, ou talvez não

E se eu fosse o primeiro a prever

Meu livre arbítrio livremente negar

O gosto do medo eu iria esquecer

Pelo bobo desejo de não chorar

E se eu pudesse mudar o que fiz

Será que hoje eu seria melhor

Será que hoje eu seria feliz

Se ainda há labirintos ao meu redor

1 sobre seis Bilhões parte II old version

E se um dia for embora tudo que vc sonhou?

Tudo vai ficar do jeito que está, ou talvez não

O labirinto se ergue bem em frente a você

E nem sempre isso é bom

E aí como vai ser?

Tudo está ao alcance do braço

O abstrato é a moeda corrente

E só as rugas contam a história do nada

A vida é louca

Esse é o resultado

Abençoado ou condenado

Vc chegou até aqui

E é apenas assim

1 sobre seis bilhões

Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

Labirinto

Feche os olhos encare o firmamento: Labirinto se ergue num só momento
A vida corre é melhor se apressar: ficar parado, amigo, também é caminhar.
Vire a esquerda depois daquela pedra, a direita na parede amarela
Sua rota é só sua para traçar pouco adianta negar e ficar a esperar parado
Junte as peças: é o seu quebra cabeça, sua vontade mesmo que as vezes não pareça.
Um passo a frente e não estará no outro momento no mesmo lugar.
Sua trilha é só sua para tomar de nada adianta estancar e ficar a esperar parado.
Pouco adianta negar e ficar a esperar parado
É você quem dá o tom e por deus nem sempre isso é bom
E mesmo que você cansar o mundo não irá parar
Você é as escolhas que faz, seja capaz de arcar com o que delas vier. Mesmo que saia do tom, mesmo que não seja bom.
Foi você quem criou o caminho, você que inventa o destino, o labirinto é só seu. O caminho foi você que escolheu.

Feche os olhos encare o firmamento: Labirinto se ergue num só momento

A vida corre é melhor se apressar: ficar parado, amigo, também é caminhar.

Vire a esquerda depois daquela pedra, a direita na parede amarela

Sua rota é só sua para traçar pouco adianta negar e ficar a esperar parado

Junte as peças: é o seu quebra cabeça, sua vontade mesmo que as vezes não pareça.

Um passo a frente e não estará no outro momento no mesmo lugar.

Sua trilha é só sua para tomar de nada adianta estancar e ficar a esperar parado.

Pouco adianta negar e ficar a esperar parado

É você quem dá o tom e por deus nem sempre isso é bom

E mesmo que você cansar o mundo não irá parar

Você é as escolhas que faz, seja capaz de arcar com o que delas vier. Mesmo que saia do tom, mesmo que não seja bom.

Foi você quem criou o caminho, você que inventa o destino, o labirinto é só seu. O caminho foi você que escolheu.

Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

Oniria

Esses sonhos que lhe falo
Há tempos vêem sendo podados
Envoltos em cordas e correntes
A cada noite são diferentes

O caos instaurado é táctil
O abstrato é a moeda corrente
A ordem caprichosa é cenário
Num paraíso sem inventário

O imprevisível torna-se provável
O impossível é apenas latente
Tudo está ao alcance do braço
Antes ou depois de muitos passos

Acordo e permaneço calado
Observo novos nós e correntes
Surpreso vejo quanto um passo
Altera tudo que eu faço

Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

Menestrel

De que adianta sorrir ou chorar,
se o mundo lá fora não posso mudar?
Um menestrel sem ninguém pra amar…
E ao rei é obrigado a alegrar!
De minha boca esperam sorriso e canção,
mágica e malabarismo das mãos!
Pouco importa o meu coração…
Choro mas finjo que não!
Um menestrel jogado ao léo por seu amor!
E diante dessa sorte prefere a morte ou o torpor!
Assim que aquela mulher souber o que quer vai voltar pra mim…
Então diga que: é verdade que agora a saudade se apossou de ti!
… Mas a vida não é lenda pra que ela tenha um final feliz

De que adianta sorrir ou chorar,

se o mundo lá fora não posso mudar?

Um menestrel sem ninguém pra amar…

E ao rei é obrigado a alegrar!

De minha boca esperam sorriso e canção,

mágica e malabarismo das mãos!

Pouco importa o meu coração…

Choro mas finjo que não!

Um menestrel jogado ao léo por seu amor!

E diante dessa sorte prefere a morte ou o torpor!

Assim que aquela mulher souber o que quer vai voltar pra mim…

Então diga que: é verdade que agora a saudade se apossou de ti!

… Mas a vida não é lenda pra que ela tenha um final feliz

Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

Vidas Breves

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Mas quando ela faz, ela faz diferente
Seu café pela manhã é sempre mais quente
Mas não é assim quando me beija a boca
A vida deixa ela louca
A vida é pouca
O corpo programado diz não, pois não consegue
Perceber o turbilhão que se insere
Toda cegueira é sempre castigada
E só as rugas contam a história do nada
A vida é louca
Já se desfez a vontade
Deu lugar à saudade
Já se apagou o fogo
Ainda não é o fim do jogo
Mas a voz já está rouca

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Mas quando ela faz, ela faz diferente

Seu café pela manhã é sempre mais quente

Mas não é assim quando me beija a boca

A vida deixa ela louca

A vida é pouca

O corpo programado diz não, pois não consegue

Perceber o turbilhão que se insere

Toda cegueira é sempre castigada

E só as rugas contam a história do nada

A vida é louca

Já se desfez a vontade

Deu lugar à saudade

Já se apagou o fogo

Ainda não é o fim do jogo

Mas a voz já está rouca

Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

1/6 bilhões I

Através do voto 501 cidadãos gregos condenaram a morte aquele que seria o pai do pensamento ocidental.

Através do voto o povo de judá, filhos de Davi, netos de Abraão condenaram a morte um dos seus maiores filhos. O filho do pai.

Através do voto o senado romano condenou a morte uma pequena e frágil república. Aquela que seria o berço da cultura de metade do mundo.

Escolhas feitas, coisas desfeitas. Tudo são opões para a visão que não se estreita.

Há sempre uma rota a traçar, uma rumo a tomar, um lugar pra se chegar.

Não se iluda, amigo: a trilha pode te enganar.

Para propagar sua arte Leonardo DaVinci cria o homem vitruviano. O modelo perfeito, feito não de barro mas de carvão.

Para propagar sua história Michelângelo pinta o teto da capela cistina. O encontro de homem com deus. O momento da criação.

Para propagar sua fé Martim Lutero publica as suas 95 teses. Cada uma indo mais longe no seu caminho para a salvação.

Para propagar a igreja o tribunal da santa inquisição assassina Giordano Bruno por ele ter dito disparates e absurdos, a terra não é o centro da criação!

Para proteger o Belo, Antonio Francisco Lisboa se esconde no escuro enquanto ilumina o mundo com suas esculturas. Nas minas gerais molda pedra sabão com formões amarrados nas mãos.

O que se escolhe proteger é o que se escolhe condenar. O que se mostra é também o que se esconde.

Para cada nascimento uma morte.

A armadilha é ser você sem ao outro negar. Escolher a si sem ao outro rejeitar.

Rosseau publica seu contrato social, Lock cria o lobo do homem,

Bonaparte se faz rei (o Rei está morto – Viva o rei!)

BAkunin apodrece na prisão do Czar.

Marx e engels manifestam o fantasma que rondará a Europa.

Adam Smith cria a riqueza das nações.

Proudhon declara: é um roubo!

Ditaduras de esquerda e de direita dominam o mundo: Desculpas diferentes para os mesmos crimes.

A era global se inicia: Novas formas para o velho colonialismo.

Nasce a arte em série, o disco de cera.

Nova Orleans e Rio e Janeiro mostram um novo som ao mundo.

Na Russia, na china, em cuba. Os hippies, punks grunges, judeus e palestinos. Na industria, no comercio, na marinha, na tecnologia, fotografia, pornografia.

Todas as revoluções indo e vindo e vindo. Todas as revoluções indo e vindo e escolhendo acontecer.

A queda do muro. A guerra santa do sacro petróleo Caem as gêmeas de Manhattan. Katrina e Leviatan mostram suas presas. A gripe da galinha e do porco. A crise do falso dinheiro. O proletário torna-se presidente, o negro um líder mundial.

O Leão de Xangô se levanta.

As escolhas de uma vida

A escolha do emprego, da carreira, da família, da TV gigante, das máquinas de lavar, dos carros, dos CD players.

A escolha da vida saudável, do colesterol baixo e do convênio odontológico.

Passamos nosso tempo em frente a programas de auditório.

Escolhemos os amigos e o futuro.

Escolhemos viver num mundo menor, mais conectado, com mais nuances, mais complicado, mais digital. Escolhemos um mundo que é mais, mais, mais e mais.

Escolhemos cada vez sempre mais e ainda somos sós.

Publicado por: Cyborganica | 04/08/2009

1/6 Bilhões

1/6 bilhões I

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Vidas Breves

Menestrel

Oniria

Labirinto

Reflexos

1/6 bilhões II

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